Senar orienta produtores de Olho D’Água das Flores contra pragas no cultivo da couve

Plantações de couve estão sendo destruídas por pragas na zona rural de Olho D’Água das Flores, município do sertão alagoano, a 171 quilômetros de Maceió. Os níveis de infestação da lagarta da couve, também conhecida como curuquerê da couve, são altos. Os plantios também estão sendo atacados por pulgões, lagartas mede palmo e traças das brássicas.

“Faz uns 40 dias que eu vi as folhas de couve ficando com umas manchas amarelinhas e as borboletas pousando. Quando foi mais ou menos com uns três dias, já estava essa praga de lagarta e até hoje eu não sei o que fazer. Minha produção está 100% perdida”, lamenta a agricultora Maria das Virgens Bezerra Venâncio.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas – iniciou um trabalho de assistência técnica e gerencial com os produtores de Olho D’Água das Flores, no último mês de abril, e constatou o problema em cerca de 80% das 29 propriedades visitadas. O trabalho de orientação no combate às pragas vem sendo realizado pela engenheira agrônoma e técnica de campo do Senar, Tatiana Salvador.

“A lagarta da couve, principal praga encontrada, é uma lepidóptera (ordem de insetos que inclui a borboleta e a mariposa) que em sua fase adulta deposita os ovos na parte inferior da folha das couve. Em média, a eclosão ocorre entre 10 a 12 dias. A fase larval, que é a fase de lagarta, provoca a desfolha, a lagarta devora e causa danos severos à produção, deixando apenas as nervuras mais grossas das plantas”, comenta Tatiana.

Segundo a técnica de campo do Senar, em alguns casos, a severidade do ataque impede que novas brotações ocorram. “Os produtores têm tentado controlar a praga por meio da catação manual, na fase larval, ou o esmagamento dos ovos depositados abaixo da folha”, comenta.

Salvador explica que, para evitar o ataque da fase adulta, algumas medidas de prevenção devem ser adotadas como o uso de armadilhas para captura ou outras ações para repelir a presença das borboletas na horta.

“Orientamos os produtores rurais a utilizarem extratos naturais à base de óleos vegetais ou ervas, o cultivo de outras culturas no entorno dos canteiros, para servir de barreira física, os telados sombrite algumas vezes também podem ser usados, com sombreamento de 30% a 50%, além do consórcio com outras culturas, para favorecer a presença de inimigos naturais e aumentar a diversidade de plantas no local”, elenca Tatiana.